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Estado paga benefício do Merenda em Casa aos seus alunos

Estudantes em situação mais vulnerável receberão subsídio dobrado por dois meses; valor-base é de R$ 55 mensais

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Em todo o Estado, o benefício é oferecido a 732 mil estudantes cujas famílias obtêm o valor do Bolsa Família ou vivem situação de extrema pobreza e não recebem o benefício federal, de acordo com o Cadastro Único, do Ministério da Cidadania
O Governador João Doria confirmou nesta quarta-feira (8) o primeiro pagamento referente ao mês de abril do programa Merenda em Casa. Cerca de 99,2 mil estudantes da rede estadual da Região Metropolitana de São Paulo receberão subsídio no valor-base de R$ 55 mensais para a compra de alimentos.

“Neste momento, a decisão é para atender 60 dias, mas se for necessário, dadas as circunstâncias e seguindo a orientação médica, nós poderemos estender por um período ainda maior”, enfatizou Doria.

ABRANGÊNCIA

Em todo o Estado, o benefício é oferecido a 732 mil estudantes cujas famílias obtêm o valor do Bolsa Família ou vivem situação de extrema pobreza e não recebem o benefício federal, de acordo com o Cadastro Único, do Ministério da Cidadania.

Durante dois meses, o benefício para 113 mil estudantes mais carentes será dobrado e passará para R$ 110. A verba extra será garantida por meio de uma iniciativa da Comunitas, organização social especializada em parcerias público-privadas. O grupo iniciou a mobilização de recursos privados para potencializar esforços e levar renda para as famílias mais vulneráveis do Estado.

O repasse de R$ 55 é subsidiado integralmente pelo Governo de São Paulo e será oferecido enquanto as aulas da rede pública estadual permanecerem suspensas.

O pagamento será feito por meio do aplicativo PicPay, que pode ser usado em qualquer smartphone. O cadastro no aplicativo deve ser realizado no nome do responsável pela família de cada estudante com direito ao subsídio.

“Não permitiremos a cobrança de nenhum tipo de taxa dessas pessoas. Então, a PicPay vai garantir o pagamento de todas as taxas. Isso foi uma condição colocada para que o dinheiro público e o dinheiro dos parceiros sejam utilizados integralmente pelas pessoas”, explicou o Secretário de Estado da Educação, Rossieli Soares.