Início Seu nome está na rua

Avenida da Maçonaria – Grandes homens fizeram parte desta instituição

Segundo informações apuradas pelo autor, a cidade no final do século XVIII, já contava com pelo menos duas lojas; a lei nº 3731, de 28 de junho de 1990, homenageou a instituição com uma via pública no Jardim Primavera.

1310
A praça em homenagem as lojas maçonicas de Araraquara

A Maçonaria, uma instituição fundada formalmente na Inglaterra no século XVIII, disseminou-se rapidamente no mundo ocidental; no Brasil há registro de que no início do século XIX, em 1801, já funcionava uma loja “Virtude e Razão” em Salvador, Bahia.

As ideias maçônicas se propagaram do Norte ao Sul e, após a fundação de várias lojas, estas reuniram-se administrativamente em torno do Grande Oriente do Brasil que, segundo os anais, foi fundado ainda no período monárquico, em 17 de julho de 1822, no Rio de Janeiro, sendo que em 1872 foi promulgada a sua primeira constituição provisória.

Membro da Maçonaria em Araraquara

Em Araraquara, segundo consta, em fins do século XVIII, havia pelo menos duas lojas maçônicas, uma delas denominada “União e Fraternidade” que, em janeiro de 1901, foi reconhecida pelo Grande Oriente da Maçonaria do Brasil. Sabe-se que essas duas lojas fundiram-se em uma, a “Caridade Universal III”, fundada em 5 de março de 1915 e que depois ergueu seu templo na Avenida Dom Pedro II, 355, entre as ruas Nove de Julho e São Bento.

Seu primeiro presidente, chamado de venerável mestre, Rodolpho Augusto de Moura, teve como colaboradores Valentim Aiello, Bellarmino Grossi, Eulógio Pitombo, Benedicto Vargas da Silva, Antonio de Almeida Leite, Adolpho Cardoso, Agesislau Grecco, Augustinho Tucci, Jorge Pedro, Antonio Arruda, Pedro Rossi, Mathias Beringhs Filho, Temístocles Flametto e Abel Fortes.

Apesar de desde essa época até o presente, a situação política brasileira ter passado por períodos de recessão democrática, ela manteve-se atuante como instituição filosófica, progressista e filantrópica que é, dela participando inúmeros cidadãos araraquarenses que atuaram decisivamente em nossa comunidade.

Entre seus dirigentes, nesses anos todos, podemos citar Benedicto Vargas da Silva, Pio Corrêa Pinheiro, Dorival Alves (prefeito da cidade), Antônio Corrêa da Silva (fundador do jornal O Imparcial), Antonio Salinas Júnior, Mário Barbugli (ex-presidente da Câmara Municipal) e o empresário Wilton Lupo.

CRESCIMENTO

Loja Maçonica em Araraquara

De 1915 até hoje, fundaram-se outras lojas, como a “Caridade e Justiça 81”, em 29 de julho de 1950 e que hoje tem sua sede própria na Avenida 15 de Novembro, 539, no Carmo; “Renascença de Araraquara 746”, em 11 de novembro de 2011, na Avenida Poeta Carlos Drummond de Andrade, 617, na Vila Suconasa; “Aracoara 427”, fundada em 31 deagosto de 1992, na Avenida Dr. Afrânio Peixoto, 50, Jardim Adalgisa; “a Morada do Sol 227”, fundada em 18 de março de 1980, na Avenida Poeta Carlos Drummond de Andrade, 617, na Vila Suconasa; a “Acácia de Araraquara”, fundada em 25 de julho de1992 e localizada na Avenida Poeta Carlos Drummond de Andrade, 757, na Vila Suconasa; a “Arquitetos de Salomão”, fundada em 7 de agosto de1992, na Avenida Dom Pedro II, 355; “Loja Maçônica Justiça e Tolerância 689”, em 25 de novembro de 2008, na Avenida da Maçonaria, 127, no Jardim Primavera.

Hoje, são cerca de 7 lojas maçônicas em Araraquara com mais de 350 irmãos. Assim sendo, a sociedade araraquarense pode estar conhecendo melhor esta antiga organização, que faz da discrição sua máxima e que, sem alarde, trabalha para tornar a humanidade mais feliz.

Grandes homens fizeram parte desta instituição e atualmente importantes membros de todos os setores da cidade integram suas colunas. Seu nome está na rua através da Lei nº3731, de 28 de junho de 1990, que denomina Avenida da Maçonaria a antiga “Avenida dos Aimorés”, que tem seu início na Rua Nove de Julho e seu término na São Bento, no Jardim Primavera. Em 15 de junho de 1985, foi inaugurada a Praça da Maçonaria, localizada no balão da Avenida José de Anchieta com a Avenida Santos Dummont, com o apoio do então prefeito Clodoaldo Medina.