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Projeto de Lei prevê o poeta Spiga como patrono da Semana Municipal de Valorização dos Compositores Locais

Iniciativa foi da vereadora Fabi Virgílio (PT). "Viva nossos compositores locais! Viva nossa arte", comenta

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Spiga faleceu na semana passada, aos 74 anos

Está protocolado, na Câmara de Araraquara, um projeto de Lei que visa a criação da Semana Municipal de Valorização dos Compositores Locais. E o grande homenageado nesta idéia é o poeta araraquarense Pedro Paulo Zavagli, o Spiga, que faleceu na última semana. A iniciativa é da vereadora Fabi Virgílio (PT).

“Criar uma semana municipal de valorização dos compositores locais e nomeá-la em homenagem ao Spiga, com toda certeza, será um terreno fértil para descobrirmos mais compositores locais e ajuda-los a difundir com parcerias que promovam, incentivem, valorizem e tragam sempre pulsantes as obras desses Araraquarenses tão talentosos e exuberantes que temos a honra de conviver”, comenta Fabi.

Folclórica figura do bairro da Vila Xavier, morador da Avenida Santo Antônio, o poeta araraquarense Pedro Paulo Zavagli, o Spiga, escreveu suas últimas linhas em 13 de janeiro. Ele foi vítima de uma embolia pulmonar aos 74 anos.

Filho de Ida Zavagli e de José Zavagli, conhecido no futebol amador como Zé Palito, ganhou esse apelido por gostar de brincar com espigas de milho. Quando jovem, resolveu arriscar a sorte em São Paulo capital, onde vivenciou a boemia paulistana, em noites de música e diversão ao lado de nomes Nelson Cavaquinho, Zé Keti, Jorge Costa, entre outros.

Rogério Nóia da Cruz com Spiga (em pé): parceria e amizade eterna. (Foto: Arquivo)

Com facilidade no mundo das letras, escreveu mais de 80 poemas, musicados por nomes locais como Kris Pires, Vinha Haddad, além do araraquarense de coração e já citado Rogério Nóia da Cruz. Com ele, lançou o disco “Poeta das Vilas”, uma homenagem a José Roberto Terarolli e também participou, em 2012, do programa Sr. Brasil, do apresentador Rolando Boldrin, cartaz, à época, na TV Cultura.

Sua música, “Poeta Sem Rumo”, escrita ao lado de Flávio Mazzaferro da Costa e Vera Cecília de Arantes Fernandes Costa, foi finalista do Festival de Música Autoral de Araraquara (FEMA) de 2019. A interpretação ficou a cargo de Maurício Pires.

(Por Matheus Vieira)