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Comércio nos corredores deve voltar em forma de dri-thru após quarentena

Reunião abordou preparação de Araraquara para retomada das atividades econômicas, assim os corredores comerciais da cidade terão locais reservados para compras por drive-thru, ou seja, sem que o cliente precise sair do veículo.

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Encontro das lideranças do nosso comércio e titulares de pastas municipais com o prefeito Edinho Silva

O prefeito Edinho e representantes de setores empresariais de Araraquara voltaram a se reunir e abordaram novamente os detalhes para o planejamento da retomada da economia no município. As compras por drive-thru, sem o cliente sair do veículo, são incentivadas pelo Município.

Logo no início do encontro, Edinho relatou as ações do Município no combate à Covid-19 e explicou que já enviou o plano de retomada segura da economia para o Conselho Municipalista e aguarda a resposta do governo paulista. O conselho é formado pelo governador João Doria (PSDB), por secretários estaduais e por 16 prefeitos de regiões administrativas do estado.

“No plano, nós demonstramos como Araraquara organizou a rede de saúde para enfrentar a doença e está preparada para a flexibilização das medidas de isolamento social e a retomada gradual das atividades econômicas”, afirma Edinho.

Na conversa entre as autoridades e os representantes comerciais, ficou definido o incentivo ao drive-thru como uma alternativa para os empresários comercializarem seus produtos.

“As equipes de trânsito irão organizar tecnicamente um modelo para que as principais ruas e avenidas comerciais de Araraquara tenham corredores para drive-thru, ou seja, o consumidor poder fazer o pedido do produto e buscá-lo sem descer do carro. Nosso objetivo é iniciar a retomada da economia, mas de forma segura, com racionalidade, olhando sempre os dados apresentados pelo Comitê de Contingência do Coronavírus”, explica o prefeito.

IRRITAÇÃO

No mesmo dia da reunião a reportagem do RCIA conversou com duas lideranças do comércio e serviços em Araraquara, Toninho Deliza (Sincomercio) e Fernando Pacchiarotti (Sinhores). Ambos estavam irritados com a demora pelo final da quarentena e falta de critérios para a reabertura das atividades. Para eles, tanto o comércio considerado não essencial pelas autoridades, quanto os restaurantes, vivem uma fase de quebradeira geral devido à quarentena imposta pelo governo do Estado de São Paulo, João Doria (PSDB) e seguida em Araraquara.

Araraquara aguardava uma definição nesta quinta-feira (21) do Governo do Estado de São Paulo, quando a Assembléia Legislativa votaria a proposta de antecipar o feriado de 9 de Julho para a próxima segunda-feira (25). Para ele, o pior aconteceu pois sendo aprovada, a proposta vai piorar ainda mais a situação de alguns empresários araraquarenses que caso queiram trabalhar em sistema de drive-thru ou delivery, terão que pagar o dobro aos funcionários. Isso é justamente o que a Prefeitura de Araraquara propôs na reunião de quarta-feira.

O presidente do Sincomercio de Araraquara, Antonio Deliza Neto, vê esta mudança de feriado neste momento como um ato sem nenhum fundamento, tendo em vista que as atividades bancárias regidas pela Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN), terão operação normal nos feriados antecipados.

“Como é que se faz um feriado onde só metade trabalha e outra metade descansa, acho isso desnecessário, sem nenhum tipo de critério, em cima da hora, onde as empresas precisam se planejar para este tipo de atividade, pois um feriado tem uma remuneração diferente para muitas delas, é sem cabimento, uma medida sem o mínimo de noção e planejamento estratégico. Mais uma vez o governo do Estado prova sua incapacidade e incoerência, quanto aos assuntos em que o interior tem uma realidade completamente diferente da capital paulista. Nossa posição é de repúdio, pois infelizmente mais uma vez nossos governantes se mostram incompetentes” – afirmou Deliza.

Já o presidente do Sinhores, Fernando Pacchiarotti, concede entrevista nesta sexta-feira (22) em live ao RCIA avaliando a situação dos restaurantes, lanchonetes, bares e hotéis que fechados têm dispensado profissionais do setor que em alguns casos estão passando necessidades pois não conseguem cumprir seus compromissos.