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Operação da Polícia mira autor de ataque ao Porta dos Fundos

Agentes cumprem mandado de prisão contra um dos responsáveis pelo atentado à produtora, trata-se do presidente da Frente Integralista Brasileira no Rio de Janeiro, Eduardo Fauzi Richard Cerquise

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão na investigação do ataque contra a produtora Porta dos Fundos. As autoridades informaram que a operação mira um dos autores já identificados do atentado.

Segundo a polícia, a ação apreendeu “dinheiro, simulacro de arma, munição, camisa de entidade filosófico-política e computadores”. O acusado, que não teve a identidade divulgada, segue sendo procurado.

A sede do grupo de humoristas Porta dos Fundos, no bairro do Humaitá, foi atacada com coquetéis molotov na madrugada da terça-feira passada 24. O fogo foi controlado por um segurança que estava no local. Ninguém ficou ferido. A trupe tem sido alvo de críticas e ameaças desde o lançamento do especial de Natal, na Netflix, que mostra um Jesus gay voltando do período no deserto com um namorado.

Em um vídeo divulgado na semana passada, um suposto grupo integralista reivindicou a autoria do ataque.

Em coletiva, o delegado Marco Aurélio de Paula Ribeiro revelou a identidade do acusado de participar do atentado à produtora do Porta dos Fundos: trata-se do presidente da Frente Integralista Brasileira no Rio de Janeiro, Eduardo Fauzi Richard Cerquise.

Há um mandado de prisão, ainda não cumprido, expedido contra ele.

O presidente da Frente Integralista Brasileira no Rio de Janeiro, Eduardo Fauzi Richard Cerquise

“Hoje estivemos em quatro endereços: dois residenciais e dois comerciais. O suspeito foi identificado como Eduardo Fauzi Richard Cerquise. Nós monitoramos os veículos usados durante o ataque”, disse Ribeiro, responsável pelas investigações.

Segundo o delegado, por imagens de câmeras de segurança, foi possível identificar o acusado, na noite do atentado, saindo de um dos veículos durante a fuga e pegando um táxi.

“Nenhuma linha de investigação está sendo descartada. Estamos apurando se é um ato isolado ou se há ligação com alguma entidade. As peças periciais estão sendo produzidas.”

Ribeiro acrescentou que as investigações continuam para “localizar e identificar os outros autores do crime”.

“Na coleta de todas as informações, se chegará aos outros nomes e à motivação.”