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USP Ribeirão Preto comprova reinfecção de covid-19 em técnica de enfermagem

Relatório aponta que técnica de enfermagem contraiu o vírus duas vezes. Em Araraquara um caso também vêm sendo investigado

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Hospital das Clínicas na unidade campus da USP - Foto: Gilberto Marques

Um relato de caso pioneiro no Brasil, conduzida pela Faculdade de Medicina da Universidade de São paulo (USP) em Ribeirão Preto, confirmou que é possível a reincidência de contaminação por covid-19. A reportagem teve acesso ao relatório da pesquisa nesta quarta-feira (5).

Em Araraquara a Secretaria de Saúde o Serviço Especial de Saúde (Sesa), em parceria com o Instituto de Medicina Tropical, investigam também o que pode ser um caso de reinfecção de coronavírus na cidade. Um servidor do Samu contraiu a doença pela segunda vez, meses depois de ter sido considerado curado da primeira infecção.
Esse tipo de diagnóstico já foi feito em várias partes do mundo, mas até o momento não havia sido confirmado.

“Em conclusão, o presente relato confirma que, ainda que extremamente rara, a reinfecção por SARS-CoV-2 e o adoecimento por Covid-19 em mais de uma ocasião são eventos possíveis. Essa constatação traz implicações clínicas e epidemiológicas que precisam ser analisadas com cuidado pelas autoridades em saúde”, afirma o artigo, em síntese, escrito por sete profissionais.

A pesquisa relato o caso de uma técnica de enfermagem de 24 anos confirma que, ainda que extremamente rara, a reincidência do novo coronavírus é possível.

A mulher teve contato com um colega de trabalho contaminado em 4 de maio e começou a desenvolver os sintomas m 6 de maio. Foi submetida a um teste no quarto dia dos sintomas, que deu negativo. No nono dia dos sintomas, que persistiam, fez novo exame, que, dessa vez, deu positivo para covid-19. A doença evoluiu bem e ela ficou sem sintomas a partir do décimo dia. Após a confirmação da doença, a paciente passou 38 dias assintomática.

Nesse mesmo período, de forma concomitante, dois familiares tiveram covid-19 também confirmada laboratorialmente.

SEGUNDA CONTAMINAÇÃO

No dia 27 de junho de 2020, acordou apresentando sintomas como com mal-estar, mialgia, cefaleia intensa, fadiga, fraqueza, sensação febril, dor de garganta entre outros.

No quinto dia de reinício dos sintomas, foi submetida a nova coleta de exame laboratorial de nasofaringe e orofaringe para realização do teste PCR para o vírus SARS-CoV-2, que resultou positivo. Nesse mesmo período, de forma concomitante, seus dois familiares tiveram Covid-19 também confirmada laboratorialmente, pelo teste PCR.

Ao ser contaminada novamente pelo coronavírus, a paciente evoluiu clinicamente bem, não necessitando suporte ventilatório, nem internação hospitalar. Os sintomas agudos resolveram-se em 12 dias, porém ela persistia com cefaleia e hiposmia 33 dias após o reinício dos sintomas.

COMPROVAÇÃO

Desde o início da pandemia, a possibilidade de reinfecção por SARS-CoV-2 tem sido aventada e investigada por diferentes pesquisadores em todo o mundo. Há vários relatos da persistência da detecção do RNA viral por RT-PCR em swab de nasofaringe ou orofaringe porém sem recorrência do sintomas.

A pesquisa conduzida em Ribeirão chegou a um resultado semelhante a um único caso relatado em Boston, nos Estados Unidos, que concluíram, com evidências clínicas, que a reinfecção é possível.

  • Com informações de Thathi.com de Ribeirão Preto