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Em tempos de pandemia, atenção com a obesidade infantil deve ser redobrada

Os alertas são da pediatra e da endocrinologista/metabologista da Unimed Araraquara, Dra Regina Barbieri e Dra Isabela Tavares

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No Brasil, 4,4 milhões de crianças estão do peso, de acordo com o Ministério da Saúde. (Foto: Divulgação)

Os bloqueios impostos em todo o mundo devido à pandemia da COVID-19, como o confinamento em casa e o fechamento das escolas, por exemplo, impactaram, negativamente, a dieta, as atividades físicas e também as relações sociais das crianças, em especial aquelas que estão próximas a pré-adolescência.

Nesse contexto, a má alimentação, o sedentarismo, além do estresse e a ansiedade aparecem como fatores significativos para um ganho excessivo de peso, uma preocupação constante dos pais que, neste momento, devem ser intensificada.

Esse cuidado especial é reforçado pela pediatra Dra. Regina Barbieri e pela endocrinologista/metabologista Dra. Isabela Tavares, ambas da Unimed Araraquara, neste Dia da Conscientização Contra a Obesidade Infantil. No Brasil, 4,4 milhões de crianças estão   do peso, de acordo com o Ministério da Saúde.

Segundo a Dra Regina Barbieri, alguns dos vilões mais comuns do cardápio de muitas famílias, são, na maioria dos casos, as bebidas adoçadas (refrigerantes e sucos de frutas) e os alimentos ultra processados (salgadinhos e bolachas). Todos são ricos em açúcar e gordura, com alta densidade calórica, pobres em fibras e cheios de aditivos químicos.

“O ideal é que crianças com menos de 3 anos não tenham contato com alimentos desse tipo. Uma nutrição balanceada deve ser incentivada pelos pais, que servem como exemplos. Além disso, os mesmos devem reforçar a prática de atividades físicas, uma arma que também é importante contra o estresse e a ansiedade, sentimentos comuns, porém aquecidos nessa pandemia, e que também desequilibram uma dieta”, pontua.

A pediatra e a endocrinologista/ metabologista da Unimed Araraquara, Dra Regina Barbieri e Dra Isabela Tavares. (Foto: Divulgação)

Para a endocrinologista Dra Isabela Tavares, além da observação simples dos pais, as consultas regulares a um médico são de suma importância, pois o mesmo saberá informar quando é o momento de procurar a ajuda de um especialista para um tratamento específico, levando-se em consideração outros detalhes, como a herança genética, elevação da glicemia, baixo crescimento e o mau rendimento escolar- que pode ser resultado de alguma alteração hormonal, como hipotireoidismo ou mesmo diabetes.

“O descontrole do peso pode ter conseqüências graves no futuro adulto, como diabetes do tipo 2, doenças cardiovasculares e hipertensão, entre outras doenças crônicas não transmissíveis. Maus hábitos na infância podem ter conseqüências sérias ”, ressalta.

Dra Regina Barbieri faz questão de pontuar que o atendimento oferecido pela Unimed é singular, pois o mesmo abre a possibilidade do acompanhamento do paciente desde os primeiros anos de vida até a fase adulta. “Esse vínculo, no qual conhecemos bem o histórico de cada um, é muito importante”, finaliza.